VIII Mostra Sururu de Cinema Alagoano (2017)

A oitava edição da Mostra Sururu de Cinema Alagoano foi realizada entre 14 e 17 de dezembro de 2017 no Centro Cultural Arte Pajuçara, com exibições no Cinema e no Teatro simultaneamente. O evento, além de exibir os filmes selecionados para a Mostra Competitiva e outras produções audiovisuais convidadas, sessão homenagem aos 10 anos de Calabar e teve como homenageado o cineasta Pedro da Rocha. Reuniu em exibição de filmes em três escolas próximas ao Arte Pajuçara de 11 a 13 de dezembro de 2017. Contou com mais uma edição do laboratório de crítica realizado por intermédio do Mirante Cineclube, e as rodas de conversa sobre a produção Independente de conteúdos audiovisuais (a partir da experiência da Pavirada Filmes) e a crítica e curadoria. Foi realizada também uma reunião com os cineclubes alagoanos e a última reunião de 2017 do Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano, além de diversos debates com realizadores.

SELECIONADOS

 Mostra competitiva
A Batida da Transformação, Levi Yuri, Documentário, 14min48seg
A Noite Estava Fria, Leonardo A. Amorim, Ficção, 17min51seg
As Melhores Noites de Veroni, Ulisses Arthur, Ficção 16min
Avalanche, Leandro Alves, Ficção 21min19seg
Cadê minha casa que estava sempre aqui?, Renata Baracho, Documentário, 10min32seg
Delas, Karina Liliane, Documentário, 15min23seg
Enéias, O Picapau, Celso Brandão, Documentário, 13min
Entre as Linhas do Tear, Marcelo Nivaldo da Silva Junior, Documentário, 10min50seg
Furna dos Negros, Wladymir Lima, Documentário, 26min
Imaginários Urbanos, Glauber Xavier, Documentário, 15min
Meninos do Francês, Duda Bertho, Documentário, 15min32seg
O Carpinteiro de Jesus, Celso Brandão, Documentário, 15min32seg
Onde Você Mora?, Direção Coletiva, Documentário ,13min
Os Desejos de Miriam, Nuno Balducci, Ficção, 19min32seg
Ressonância, Fabiana de Paula, Ficção, 14min28seg
Teresa, Nivaldo Vasconcelos, Ficção, 19min
Trem Baiano, Robson Cavalcante e Claudemir Silva, Documentário. 28min23seg
Tupi Or Not Tupi, Direção Coletiva, Animação, 03min3seg
Uma interrogação para o mundo, Arnaud Borges, Experimental, 3min19seg

Filmes Convidados
Entrerio, Larissa Lisboa, Experimental, 11min57seg
Eu me preocupo, Paulo Silver, Ficção, 19min35seg
O Peixe, Jonathas de Andrade, Documentário, 23 min

Sessão 10 anos
Calabar, Documentário, 52 minutos

Sessão Homenagem à Pedro da Rocha
Sobrevivências, Documentário, 20 minutos
O Mar de Corisco, Documentário, 20 minutos


JÚRI OFICIAL

Eduardo Valente – Cineasta, crítico e curador de cinema. Formado em cinema pela UFF, com mestrado na USP. Dirigiu três curtas e um longa-metragem, todos exibidos em distintas mostras do Festival de Cannes, entre outros. Foi editor das revistas de crítica Revista Contracampo (1998-2005) e Cinética (2006-2011). Fundador da Semana dos Realizadores (2009). Entre 2011 e 2016 trabalhou como Assessor Internacional da ANCINE – Agência Nacional do Cinema. Atualmente é diretor artístico do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e membro do comitê de seleção do Olhar de Cinema – Curitiba Int’l Film Festival, além de delegado para o Brasil do Festival de Berlim – Berlinale – Berlin International Film Festival.

Camila Vieira – Jornalista, crítica de cinema e realizadora. Doutoranda em Comunicação e Cultura pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dirigiu os curtas “Multidões” (2013) e “Rua dos Vagalumes” (2015). Foi curadora do Cineclube Delas (Rio de Janeiro), no Tempo Glauber, de 2016 a 2017. É integrante do podcast Feito por Elas, dedicado à filmografia de diretoras do cinema mundial e brasileiro. Escreve atualmente nas revistas eletrônicas Sobrecinema e Multiplot. É integrante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema – Abraccine, da Associação Cearense de Críticos de Cinema – Aceccine e do Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema

João Paulo Procópio – Produtor, roteirista e realizador. Sócio diretor da Pavirada Filmes. Coordenou as Atividades Formativas da 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2018, lançará seu primeiro longa como roteirista e diretor, “Marés”. Em curtas-metragens dirigiu “Brasília” e “Colher de Chá”; produziu “Ratão”, “O Filho do Vizinho”, “Para Pedir Perdão” e “Rosinha” e Montou “Procura-se”; recebendo vários prêmios nacionais e internacionais. Com longas atuou como montador em “O Último Cine Drive-In” e produtor executivo em “Mobília em Casa – Móveis Coloniais de Acaju e a Cidade”, “Entre Idas e Vindas” e “O Fim e os Meios”. É roteirista do seriado infantil “Pina & Otto – O Enigma da Maldição” e do seriado documental “Como nascem os heróis?”, ambos desenvolvidos no Núcleo Criativo da Pavirada Filmes. É o Diretor Assistente do seriado “Antena de Raça” para o Cine Brasil – TV Rede Cultura, em fase de pré-produção.


OLHAR CRÍTICO  Laboratório de Crítica

Laboratório realizado pelo Mirante Cineclube entre 11 e 17 de dezembro para elaboração de textos sobre os filmes da mostra e composição do júri do prêmio Olhar Crítico. As críticas produzidas pelos alunos estão reunidas e tageadas em Laboratório de Crítica Cinematográfica


PREMIAÇÃO

Prêmio Olhar Crítico: Trem Baiano de Robson Calvacante e Claudemir Silva
“Por decisão conjunta escolhemos uma obra que se sobressai pela simplicidade, que faz muito com poucos recursos, mostrando que o cinema está vivo em todos os cantos do estado. Este filme é um respiro, representa novos caminhos pro nosso cinema quando flerta com o gênero documentário, trazendo o inesperado dentro da oralidade do nosso povo.  Sem mais delongas, pegaremos o Trem Baiano. É tudo nosso.”

Prêmio Melhor Filme Júri Popular: As Melhores Noites de Veroni de Ulisses Arthur

Menção Honrosa: Leonardo Amaral no filme A Noite Estava Fria
“Pela maneira articulada e pregnante como se aproxima do drama muito humano de seus personagens numa realização praticamente sem recursos, deixando antever um olhar cinematográfico bastante único e que promete futuros filmes que já nos deixam curiosos pelos próximos passos de seu realizador, o júri confere uma menção honrosa a Leonardo Amaral pela direção do filme A Noite Estava Fria.”

Prêmio Especial do júri : Furna dos Negros de Wlaydimir Lima
“Pelo resgate essencial de personagens e paisagens decisivos na construção de uma luta secular das populações negras pela liberdade de serem donas de seus próprios caminhos e territórios, e por articular essa história com fenômenos presentes apontando pelo tanto que ainda há a ser feito.”

Prêmio de Melhor Contribuição Técnica: Avalanche de Leandro Alves
“Pela capacidade de entender como os dois elementos básicos da linguagem audiovisual (imagem e som) são acima de tudo mecanismos para permitir que uma narrativa se articule da maneira mais potente.”

Prêmio de Melhor Performance: Pam Guimarães no filme Teresa
“Pela encarnação física do dilema maior de uma autêntica performer, que é a maneira de conseguir trazer para seu corpo as questões e aspirações de um outro ser humano, sendo perfeitamente complementada por um trabalho de câmera e montagem pensados cuidadosamente para extrair dela os melhores efeitos.”

Prêmio de Melhor Contribuição Artística: Trem Baiano de Robson Cavalcante e Claudemir Silva
“Pela maneira como consegue construir ao longo de sua duração uma sensação de maravilhamento, surpresa e descoberta, deixando claro como a distância entre imaginário e realidade é arbitrária, e pela capacidade de extrair de seus personagens participações apaixonantes.”

Prêmio de Melhor Filme: As Melhores Noites de Veroni de Ulisses Arthur
“Pela impressionante maturidade com que utiliza as ferramentas cinematográficas, fazendo com que a técnica esteja sempre a serviço da sua narrativa, ancorada em uma personagem principal interpretada de forma apaixonante por sua protagonista, que reposiciona com grande sutileza as questões femininas frente os universos privado e público.”