
Texto: Rosana Dias. Revisão: Larissa Lisboa. Imagem: divulgação
Um evento idealizado por uma mulher, realizado e produzido por mulheres, assim foi o Festival Luz, Câmera, Conexão que chegou ao último dia de programação. Foram exibidos 16 filmes de curta-metragem de diversos estados da região nordeste do país no quatro dias do Festival.
Neste domingo (28/09), houve a cerimônia de encerramento no Cine Penedo com as premiações nas categorias de Melhor Filme Júri Popular, Melhor Fotografia, Melhor Atuação, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Filme.
Andréa Paiva, uma das curadoras, realizou a leitura da carta de curadoria e falou sobre o processo de seleção dos filmes no qual priorizou temas de cunho social e a qualidade técnica. O festival recebeu inscrições de produções de cineastas estreantes nascidas/os e/ou residentes no nordeste.
O júri popular votou de forma online e presencial, e deu o prêmio de melhor filme para a produção Arapiraquense “Eu sempre sonhei em ter uma mata”, de Aldemir Barros e Bruno Leal.
Ticiane Simões e Mário Zeymison que formaram o júri técnico, falaram acerca da escolha dos filmes premiados pela construção de imagens, do potencial criativo, do desempenho coletivo e da habilidade e delicadeza em tratar de temas sensíveis e de ampliar a experiência estética do espectador.
Os filmes que receberam a menção honrosa foram:
Menção Honrosa – Melhor Filme: “Rebordosa”, de Darlan Souza.
Menção Honrosa – Melhor Atuação: Ana Nunes, pela construção da personagem Ana, do curta “Facção”.
Menção Honrosa – Melhor Roteiro: “Hipocondríaco”, de Paulo Roberto e Heleno Florentino.
Menção Honrosa – Melhor Direção: Pally e Laura Fragoso, por “Tapando Buracos”.
Os filmes premiados da noite pelo júri oficial foram os seguintes:
Melhor Fotografia – Leandro Alves por Dentro de Mim
Melhor Atuação – Pally, Gabriela Cravicanela, Matheus Marim e Abides Oliveira por Tapando Buracos
Melhor Roteiro – Márcio Andrade e Kalor Pacheco por Lá na Frente
Melhor Direção – Márcio Andrade por Lá na Frente
Melhor Filme – Lá na frente
Um filme é feito por gente, gente que move a engrenagem das produções audiovisuais, o desejo das pessoas realizadoras é o de que seus filmes sejam vistos, apreciados, e os festivais e mostras de cinema são os espaços de difusão dessas obras. Realizar um Festival em uma cidade do interior que tem já consolidado um circuito de cinema é um ato de coragem, ousadia e destemor. Foram inscritos 122 filmes, dos quais 16 foram selecionados e exibidos para a população no Cine Penedo.
Essas produções em sua maioria foram contempladas em editais da Lei Paulo Gustavo (LPG) e Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Foram filmes escritos ou dirigidos por mulheres, por pessoas LGBTQIAPN+, entre narrativas ficcionais, documentais ou animações, mergulhamos no rio-mar, no rio Opará, nome indígena dado ao Rio São Francisco, um mergulho nas sensações que só o cinema pode nos provocar.
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