52 obras audiovisuais alagoanas dirigidas por mulheres – parte 2

Texto e imagem: Larissa Lisboa

Em 02 de março de 2022, publiquei a curadoria 52 obras audiovisuais alagoanas dirigidas por mulheres. A ideia de reunir 52 duas obras audiovisuais dirigidas por mulheres copiei da campanha #52FilmsByWomen da organização Women in Film and Television, que tem o objetivo de estimular as pessoas a assistirem ao menos um filme por semana dirigido por mulheres, assim podem ser encontradas listas com 52 títulos, um para cada semana do ano.

Naquele momento criar uma curadoria com filmes dirigidos por mulheres foi uma forma de buscar visibilizar obras audiovisuais alagoanas e as pessoas que as realizaram, mas também foi uma busca por compartilhar algumas reflexões e informações que eu havia coletado nos meus estudos e pesquisas sobre o audiovisual alagoano.

Como compartilhei no texto daquela curadoria, era possível naquele momento encontrar uma centena de obras audiovisuais alagoanas dirigidas ou codirigidas por mulheres, contudo eu optei por elencar apenas 52, e fui elegendo critérios para isso, entre eles o de não indicar muitos filmes de uma mesma pessoa diretora. Também não indiquei nenhum dos filmes que dirigi, nem nenhuma obra audiovisual que não tivesse disponível on-line.

Assim, já fazia parte da proposta fazer as pessoas sentirem que faltou mencionar, indicar ou visibilizar alguma obra audiovisual alagoana dirigida por mulheres. Menciono isso porque, estou aqui mais uma vez, encarando o desafio de criar uma curadoria com 52 obras audiovisuais alagoanas dirigidas por mulheres, e acho importante reconhecer que novamente algumas obras audiovisuais alagoanas não serão mencionadas.

No entanto, ao somar as duas curadorias, a de 2022 e esta, as pessoas que as acessarem terão indicação de 104 obras audiovisuais alagoanas dirigidas por mulheres.

Desta vez não vou me restringir a indicar obras audiovisuais que estão disponíveis on-line, por isso buscarei sinalizar, as que eu tenho conhecimento que estão on-line e as que eu não localizar on-line.

Disponíveis on-line

  1. Rainha (2011, direção coletiva)
  2. Marinete (2011, direção coletiva)
  3. Eles não deixam morrer (2011, direção coletiva)
  4. Diários (2012, direção coletiva)
  5. Pra onde a escola vai? (2012, direção coletiva)
  6. Rendares (2012, direção coletiva)
  7. A Lenda da Pedra (2013, direção coletiva)
  8. Águas no Muquém – Sobreviventes de uma enchente (2013, direção coletiva)
  9. Rua das Árvores (2013, dir. Alice Jardim)
  10. Cria de Ninguém (2014, dir. Amanda Duarte)
  11. Guerreiros (2014, dir. Arilene de Castro)
  12. Nós se encanta, mas não morre (2015, direção coletiva)
  13. A flor da casa (2016, dir. Regina Barbosa)
  14. Tupi or not tupi (2016, direção coletiva)
  15. Com-posição (2016, direção coletiva)
  16. Metrópole do Futuro (2017, direção coletiva)
  17. Dó Ré Mi Sapo (2018, direção coletiva)
  18. Estação Aquarius (2019, dir. Fernando Brandão, Flávia Correia, Jairis Meldrado, Levy Paz, Rayane Góes e Ticiane Simões)
  19. Feirinha (2019, dir. Maysa Reis)
  20. O Cortejo (2019, dir. Flávia Correia, Flávio Rabelo, Marianna Bernardes e Rafhael Barbosa)
  21. Cuidado (2020, dir. Maysa Reis)
  22. Nazo dia e noite Maria (2021, dir. Andréa Paiva)
  23. Naquele Domingo O Sol Me Chamou Para Dançar (2022, dir. Bárbara Lustoza)
  24. Biribinha: Na Fronteira do Riso (2023, dir. Lara Araújo)
  25. Cá estamos nós (2023, dir. Marcelo de Campos e Rosiane dos Santos)
  26. Cultura Ballroom: a Arte da Resistência (2023, dir. Glendha Melissa)
  27. Na Ponta do Palito (2023, dir. Madlene Delfino)

Não identifiquei link público para visualização

  1. Delas (2016, dir. Karina Liliane)
  2. Sangue-mulher (2016, dir. Mik Moreira, Minne Santos e Janderson Felipe)
  3. Coração sem freio (2018, dir. Cris da Silva e Hallana Lamenha)
  4. Ana Terra (2019, direção coletiva)
  5. Como ficamos da mesma altura (2019, dir. Laís Santos Araújo)
  6. O Homem das Coisas (2019, direção coletiva)
  7. Ainda te amo demais (2020, dir. Flávia Correia)
  8. Bem no Fundo das Retinas (2020, dir. Mik Moreira)
  9. Mulher Pandêmica (2020, dir. Luiza Leal, Maria França, Mirê Pi, Tayná Nogueira y Ayó Ribeiro)
  10. Raiar (2020, dir. Wéllima Kelly e Wagno Godez)
  11. Subsidência (2020, dir. Beatriz Vilela e Marcus José)
  12. Ella (2021, direção coletiva)
  13. Era Só Um Corpo (2021, dir. Natie Paz e Victor Viana)
  14. O lugar que somos (2021, dir. Laryssa Andrade)
  15. Pretinha (2021, dir. Yohana Fideles e Henrique Mota)
  16. AutistaArtista (2023, dir. Maria Clara Lacerda Dantas)
  17. IMPEDIMENTO (2023, dir. Renata Baracho)
  18. Projeto de Doutorado.1 (2023, dir. Roseane Monteiro)
  19. Um Dia Ela Amanheceu Assim (2023, dir. Ticiane Simões e Elizabeth Caldas)
  20. O Canto (2023, dir. Izabella Vitório e Isadora Magalhães)
  21. Ainda escuto o céu debaixo d’água (2024, dir. Alice Lovelace, Céuva, Kalina Flor, Lua de Kendra, Marina Bonifácio, Morgana Neves, Nara Dos Santos, Pérolla Negra e Samantha de Araújo)
  22. Ana Parideira (2024, dir. Juliana Barretto)
  23. Cine Guarany (2024, dir. Karolina Justino)
  24. Menina se quere vamo (2024, dir. Juliana Barretto e Nicolle Freire)
  25. Tente usar a roupa que estou usando (2024, dir. Alicia Ferreira)

Webserie
Cocos de Alagoas – Baixo São Francisco (2022, dir. Juliana Barretto)

Coleções
DIGAÊ! | ONU-HABITAT
Raízes do Saber

Álbum visual
Amor preto cura (dir. Ana Carla Moraes e Alvandy Frazão)

Desta vez compus a curadoria com 27 filmes que estão disponíveis on-line, 25 que gostaria que as pessoas pudessem assistir e que não localizei link deles para visualização, 1 webserie, duas coleções de obras audiovisuais e um álbum visual. No total acabei ultrapassando a quantidade de obras que propus no título.

O Alagoar completou 10 anos em março, com um catálogo composto por 856 obras audiovisuais alagoanas (somando filmes, videoclipes, séries e coleções), das quais estão on-line 410 filmes, 12 séries e coleções e 147 videoclipes. A atualização e revisão destes dados depende de colaborações voluntárias, por isso toda e qualquer contribuição faz a diferença na correção, complementação e/ou garante novas adições. 

As obras que estão com links em seus títulos estão catalogadas, e isso foi possível a partir do repasse direto, ou porque na pesquisa feita por mim localizei as informações da ficha técnica, ou tivemos acesso a esta informações através de mostras e festivais de cinema alagoano.

Há muitos filmes alagoanos que ainda não estão disponíveis online, nem catalogados no Alagoar, por isso não estranhe caso identifique que alguma obra audiovisual alagoana dirigida por mulheres (alagoanas e/ou residentes em Alagoas) não esteja em nosso catálogo. Caso possa colabore nos informando ou repassando o formulário de cadastro para a equipe da obra.

Mantive a escolha de não inserir filmes criados por mim para evitar exercitar a autocuradoria. Mas caso você queira conhecer os meus filmes ou saber mais sobre meu trabalho, indico que dedique um tempo para conhecer o Guia de acesso @larefletida.

Sobre Larissa Lisboa
É coidealizadora e gestora do Alagoar, compõe a equipe do Fuxico de Cinema e do Festival Alagoanes. Contemplada no Prêmio Vera Arruda com o Webinário: Cultura e Cinema. Pesquisadora, artista visual, diretora e montadora de filmes, entre eles: Cia do Chapéu, Outro Mar e Meu Lugar. Tem experiência em produção de ações formativas, curadoria, mediação de exibições de filmes e em ministrar oficinas em audiovisual e curadoria. Atuou como analista em audiovisual do Sesc Alagoas (2012 à 2020). Atua como parecerista de editais de incentivo à cultura. Possui graduação em Jornalismo (UFAL) e especialização em Tecnologias Web para negócios (CESMAC).

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será divulgado


*