Curtas do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema integram programação da Itaú Cultural Play

Texto: Assessoria Itaú Cultural (ConteúdoInk )
Seleção reúne oito filmes das competições nacional e baiana do festival, com produções
que abordam desigualdades, migração, ancestralidade, infância e relações familiares.
A plataforma também estreia Curandeiras, de Raissa Araujo, vencedor do Prêmio Itaú Cultural Play no 3º CINE RO
De 2 a 16 de outubro, a Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro, apresenta uma seleção de curtas-metragens do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema, realizado no primeiro semestre em Salvador e Cachoeira, na Bahia. A mostra na plataforma reúne oito filmes das competições nacional e baiana, com diferentes gêneros e propostas narrativas. As obras abordam temas como desigualdade racial e social, migração, ancestralidade, infância, memória, sexualidade e relações familiares.
O XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema reúne filmes diversos e inventivos nas competições nacional e baiana. Na disputa nacional, o júri oficial concedeu menção honrosa ao conjunto dos curtas-metragens, em reconhecimento à qualidade dos filmes em disputa. Já a competição baiana reúne obras premiadas em diferentes categorias.
Programação
Abrindo a seleção, A Cachoeira (2026), de Rayssa Coelho e Filipe Gama, trata da Cachoeira de Paulo Afonso, uma força da natureza localizada no sertão brasileiro, ameaçada pelas demandas do progresso. Em A Cor da Patroa (2026), de Milena Anjos, uma menina acompanha a mãe, trabalhadora doméstica, em um dia de trabalho depois que as aulas são suspensas devido à repressão policial a um protesto da comunidade. A partir do olhar da criança, o filme aborda desigualdades raciais e sociais presentes em relações cotidianas, atravessando temas como infância, trabalho e diferença de oportunidades.
Bregueragem (2026), de Daniel Arcades, se passa durante uma noite em uma casa de serestas seguindo Francisco, um romântico apaixonado pelo gênero brega. O filme revela histórias, personagens e elementos desse universo, aproximando poesia e música a partir de versos de poetas como Álvares de Azevedo e de cantores da noite como Paulo Humildes. Em Deyse Ex Machina (2025), de Jasmelino de Paiva, uma mulher decide parar de fumar no dia em que completa 55 anos, mas percebe que nem sempre o universo conspira a favor de seus planos.
No filme Quem Se Move (2025), de Stephanie Ricci, a jovem brasileira René enfrenta a precariedade da vida como imigrante ilegal em Lisboa. Ao longo de uma noite, entre festas queer, solidão, amor e rejeição, ela se vê diante do dilema entre permanecer em uma cidade cada vez mais estranha ou voltar para casa. O filme estreou internacionalmente no Festival de Roterdã, em janeiro de 2025, e recebeu o prêmio de Melhor Ficção no festival Go Short, qualificando-se para o Oscar. A produção também passou por festivais como IndieLisboa e Kinoforum.
Voltado ao público infantil, Rambutam (2026), de Erika Fromm, conta a história de dois irmãos que vivem à beira do mar enquanto aguardam o possível retorno da mãe, ausente há anos. Para José, o caçula, essa espera acontece quando seu corpo começa a mudar, colocando-o entre o desejo de crescer e o medo de deixar a infância e não ser reconhecido.
Em Zizi (ou oração da jaca fabulosa), dirigido por Felipe M. Bragança em 2024, a história de uma árvore alienígena e de uma mulher indígena que a plantou na Baixada Fluminense se transforma em uma narrativa que aproxima memória, espiritualidade e fabulação. Jaca e Zizi assumem dimensões fantasmagóricas, confundindo a própria noção de árvore genealógica e dissolvendo fronteiras entre ancestralidade e imaginação.
Fechando a seleção, O QUE VOCÊ É sai por todos os lados (2025), de Larissa Lacerda, parte da própria experiência da diretora como filha e irmã de mulheres lésbicas para investigar os silenciamentos que marcaram sua infância. O filme recupera a história de sua mãe, que viveu amores lésbicos no interior da Bahia nas décadas de 1980 e 1990, aproximando diferentes gerações e evidenciando afetos, resistências e novas formas de existir em família. O projeto é inspirado também no pensamento de poetas, escritoras e intelectuais lésbicas como Audre Lorde, Maya Angelou, Adrienne Rich e Monique Wittig.
Filme premiado
A partir de 2 de outubro, a programação da IC Play também apresenta Curandeiras (2024), de Raissa Araujo. Vencedor do Prêmio Itaú Cultural Play no 3º CINE RO – Festival de Cinema de Rondônia, o documentário acompanha três mulheres da Amazônia paraense: Wlad Lima, Mãe Rita D’Oxum e Tereza Tupinambá; e suas trajetórias ligadas a práticas de cura inspiradas em ancestralidades negras e indígenas.
Com 25 minutos de duração, o filme mergulha no universo das curandeiras e acompanha saberes tradicionais e contemporâneos relacionados à espiritualidade e à natureza. Com a serpente como guia ancestral, a narrativa revela a força das protagonistas e a resiliência dos conhecimentos construídos em seus territórios.
Para selecionar este filme vencedor do prêmio, a equipe de curadoria da Itaú Cultural Play considerou a originalidade do tema e a maneira como a jornada das personagens é contada. Plasticamente marcante, com versos, imagens e canções, a narrativa foi reconhecida pela forma como acompanha a força de suas protagonistas.
O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
FICHAS E SINOPSES DOS FILMES
A Cachoeira
de Rayssa Coelho e Filipe Gama (documentário, 20 min, Bahia, 2026)
Classificação indicativa: A12 – Nudez, Temas sensíveis
Sinopse: A Cachoeira de Paulo Afonso, uma força da natureza no meio do sertão brasileiro, é ameaçada pelas demandas do progresso.
A Cor da Patroa
de Milena Anjos (infantil, 24 min, Bahia, 2026)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: As aulas são suspensas devido à represália policial a um protesto da comunidade. Uma criança acompanha a mãe em um dia de trabalho como empregada doméstica e se surpreende ao conhecer a patroa dela.
Bregueragem
de Daniel Arcades (documentário, 17 min, Bahia, 2026)
Classificação indicativa: A10 – Drogas lícitas
Sinopse: Uma noite em uma casa de seresta. Ao lado de Francisco, um romântico apaixonado pelo brega, revelam-se histórias, personagens e elementos ultrarromânticos — visíveis e invisíveis. O universo brega surge como um tratado de poesia e música com versos de poetas como Álvares de Azevedo e de cantores da noite como Paulo Humildes.
Deyse Ex Machina
de Jasmelino de Paiva (fantasia, 17 min, Alagoas, 2025)
Classificação indicativa: A14 – Linguagem imprópria, Drogas, Apostas ou Jogos de Azar
Sinopse: No dia de seu aniversário de 55 anos, Deyse decide parar de fumar. Mas nem sempre o universo conspira a favor.
Quem Se Move
de Stephanie Ricci (drama, 20 min, São Paulo, 2025)
Classificação indicativa: A14 – Linguagem imprópria, Drogas, Conteúdo sexual
Sinopse: A jovem brasileira René enfrenta a precariedade da vida como imigrante ilegal em Lisboa. Entre encontros e conflitos internos, ela se vê diante do dilema entre permanecer em uma cidade cada vez mais estranha ou voltar ao lar de onde fugiu.
Rambutam
de Erika Fromm (infantil, duração a confirmar, São Paulo | Bahia, 2026)
Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis
Sinopse: À beira do mar, dois irmãos nutrem a expectativa de rever a mãe. Depois de uma longa e misteriosa ausência, ela deve voltar a qualquer momento. José, o caçula, sente as transformações do seu corpo, dividido entre o desejo de crescer e o medo de deixar a infância e não ser reconhecido.
Zizi (ou oração da jaca fabulosa)
de Felipe M. Bragança (experimental, 30 min, Rio de Janeiro, 2024)
Classificação indicativa: A10 – Drogas lícitas, Temas sensíveis, Violência
Sinopse: A história de uma árvore alienígena e de uma mulher indígena que a plantou na Baixada Fluminense.
O QUE VOCÊ É sai por todos os lados
de Larissa Lacerda (documentário, 24 min, Bahia, 2025)
Classificação indicativa: A10 – Drogas lícitas, Linguagem imprópria, Temas sensíveis
Sinopse: A partir da própria vivência como filha e irmã de mulheres lésbicas, Larissa Lacerda investiga os silenciamentos que marcaram a sua infância. O filme percorre a história da sua mãe, que viveu amores lésbicos no interior da Bahia, nos anos 1980 e 1990. O documentário aproxima gerações e evidencia afetos, resistências e novas formas de existir em família.
Curandeiras
de Rassia Araujo (documentário, 25min, Pará, 2024)
Classificação indicativa: AL
Sinopse: Com a serpente como guia ancestral, este filme mergulha no universo de mulheres curandeiras da Amazônia paraense. Em seus territórios, elas desvendam práticas de cura, mesclando saberes tradicionais e contemporâneos, revelando a força da espiritualidade, da natureza e a resiliência dos saberes ancestrais.
SERVIÇO:
Panorama Internacional Coisa de Cinema
2 a 16 de outubro
Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br
Curandeiras
2 de outubro
Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br

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